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Tratamento do melasma: como a associação entre lasers, medicamentos e protocolos personalizados pode controlar as manchas

Tratamento do melasma: como a associação entre lasers, medicamentos e protocolos personalizados pode controlar as manchas

O melasma é uma das principais queixas nos consultórios de dermatologia e, apesar de não representar um risco à saúde, pode afetar significativamente a autoestima e a qualidade de vida. Muitas pessoas acreditam que não existe tratamento ou que as manchas sempre voltarão, mas essa não é toda a verdade.

Embora o melasma seja uma condição crônica e não tenha cura definitiva, hoje contamos com diversas estratégias que permitem controlar as manchas de forma eficaz. A combinação entre fotoproteção, medicamentos tópicos, medicamentos orais quando indicados e tecnologias como os lasers tem proporcionado resultados cada vez melhores, especialmente quando o tratamento é individualizado.

Neste artigo, você entenderá o que é o melasma, por que ele aparece, quais fatores favorecem seu surgimento e como a associação entre diferentes tratamentos pode ajudar a conquistar uma pele mais uniforme e saudável.

O que é o melasma?

O melasma é uma alteração da pigmentação da pele caracterizada pelo surgimento de manchas acastanhadas ou acinzentadas, geralmente distribuídas de forma simétrica no rosto. As regiões mais acometidas são testa, bochechas, nariz, buço e queixo, embora as manchas também possam surgir em áreas como pescoço e antebraços.

Essas manchas aparecem devido ao aumento da produção de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele. Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, o melasma não é causado apenas pelo sol. Trata-se de uma doença multifatorial, influenciada por fatores hormonais, predisposição genética, inflamação da pele e estímulos da luz ultravioleta e da luz visível.

Por isso, cada paciente apresenta características diferentes, o que reforça a importância de um tratamento personalizado.

Por que o melasma aparece?

O surgimento do melasma resulta da combinação de diversos fatores.

Entre os principais estão:

  • predisposição genética;
  • exposição ao sol;
  • luz visível emitida por telas e iluminação intensa;
  • alterações hormonais, como gravidez e uso de anticoncepcionais;
  • calor excessivo;
  • processos inflamatórios da pele;
  • alguns medicamentos;
  • predisposição individual.

É comum que os pacientes associem o aparecimento das manchas apenas ao verão. No entanto, o calor, mesmo sem exposição direta ao sol, também pode estimular a produção de melanina e piorar o quadro.

Quem tem maior risco de desenvolver melasma?

Embora qualquer pessoa possa apresentar melasma, algumas têm maior predisposição.

O problema é mais frequente em mulheres, principalmente entre os 20 e 50 anos, mas também pode acometer homens.

Pessoas com pele morena ou fototipos intermediários apresentam maior incidência da doença. Além disso, histórico familiar positivo aumenta significativamente o risco.

Durante a gestação, devido às alterações hormonais, o aparecimento das manchas é bastante comum, motivo pelo qual o melasma também é conhecido como “máscara da gravidez”.

O melasma tem cura?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes dos pacientes.

O melasma é considerado uma doença crônica. Isso significa que ele pode voltar mesmo após um tratamento bem-sucedido.

Entretanto, isso não significa que não exista solução.

Hoje sabemos que, com um tratamento adequado e manutenção correta, é possível clarear significativamente as manchas, controlar novas crises e manter a pele muito mais uniforme ao longo do tempo.

Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, melhores costumam ser os resultados.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria das vezes, o diagnóstico é clínico e realizado durante a consulta dermatológica.

O dermatologista avalia:

  • padrão das manchas;
  • profundidade da pigmentação;
  • distribuição na face;
  • histórico do paciente;
  • fatores desencadeantes.

Em alguns casos, exames complementares podem ser necessários para diferenciar o melasma de outras doenças pigmentares.

O diagnóstico correto é fundamental para indicar o tratamento mais adequado.

Qual é o melhor tratamento para melasma?

Não existe um único tratamento considerado o melhor para todos os pacientes.

Atualmente, o sucesso no controle do melasma está justamente na associação de diferentes estratégias terapêuticas.

O protocolo pode incluir:

  • protetor solar com alta proteção UVA e UVB;
  • protetor com cor para proteção contra luz visível;
  • medicamentos tópicos clareadores;
  • medicamentos orais quando indicados;
  • lasers;
  • tecnologias para melhora da qualidade da pele;
  • acompanhamento dermatológico contínuo.

Cada paciente possui um tipo de melasma, uma profundidade diferente das manchas e características próprias da pele. Por isso, o tratamento deve ser individualizado.

Como os lasers ajudam no tratamento do melasma?

Durante muitos anos acreditava-se que os lasers poderiam piorar o melasma. Hoje sabemos que isso depende da tecnologia utilizada, dos parâmetros empregados e, principalmente, da indicação correta.

Quando utilizados de forma adequada, alguns lasers podem atuar como importantes aliados no tratamento.

Além de contribuir para o clareamento gradual das manchas em pacientes selecionados, determinadas tecnologias promovem melhora da qualidade da pele, estimulam a produção de colágeno e reduzem sinais associados ao fotoenvelhecimento.

Outro benefício é que a associação entre lasers e tratamentos tópicos pode potencializar os resultados em alguns pacientes.

Entretanto, é importante destacar que nem todo laser é indicado para melasma. A escolha da tecnologia deve ser feita por um dermatologista experiente, considerando o tipo de pele, a profundidade das manchas e o histórico clínico do paciente.

Medicamentos tópicos e orais: quando são indicados?

Os medicamentos tópicos continuam sendo uma das bases do tratamento do melasma.

Eles atuam reduzindo a produção de melanina, acelerando a renovação celular e ajudando no clareamento progressivo das manchas.

Dependendo das características do paciente, o dermatologista pode prescrever fórmulas personalizadas contendo diferentes ativos despigmentantes.

Além disso, em casos selecionados, medicamentos via oral também podem fazer parte do tratamento.

Substâncias como o ácido tranexâmico oral têm demonstrado resultados promissores em pacientes cuidadosamente selecionados, especialmente quando associadas às demais terapias. Entretanto, seu uso deve ser sempre individualizado, pois existem contraindicações e possíveis efeitos adversos que precisam ser avaliados durante a consulta.

Por isso, nunca é recomendado iniciar medicamentos por conta própria.

A importância de um tratamento personalizado

Um dos maiores erros no tratamento do melasma é acreditar que existe uma receita pronta.

O que funciona para uma pessoa pode não trazer os mesmos resultados para outra.

Na prática, o melhor tratamento costuma ser aquele que combina diferentes estratégias de acordo com as necessidades individuais.

Em alguns pacientes, os medicamentos tópicos serão suficientes.

Em outros, será necessário associar medicamentos orais, lasers, peelings ou outras tecnologias para potencializar o controle das manchas.

Além disso, o acompanhamento periódico permite ajustar o protocolo sempre que necessário, reduzindo as chances de recorrência.

Como evitar que o melasma piore?

Mesmo após o clareamento das manchas, alguns cuidados são indispensáveis.

Entre eles estão:

  • usar protetor solar diariamente;
  • reaplicar o filtro ao longo do dia;
  • preferir protetores com cor quando indicados;
  • utilizar chapéus e barreiras físicas durante exposição solar;
  • evitar calor excessivo;
  • manter o tratamento de manutenção prescrito pelo dermatologista;
  • evitar procedimentos realizados sem indicação médica.

Esses cuidados ajudam a prolongar os resultados obtidos.

Perguntas frequentes

O melasma pode desaparecer completamente?

O melasma pode apresentar excelente melhora com o tratamento adequado. Entretanto, como se trata de uma doença crônica, existe possibilidade de recorrência caso os cuidados de manutenção não sejam realizados.

Qual é o melhor laser para melasma?

Não existe um único laser considerado ideal para todos os pacientes. A escolha depende do tipo de pele, da profundidade das manchas e da avaliação realizada pelo dermatologista.

O tratamento dói?

A maioria das tecnologias utilizadas atualmente apresenta boa tolerabilidade. Quando necessário, podem ser utilizados recursos para aumentar o conforto durante o procedimento.

Quanto tempo demora para aparecer o resultado?

Os primeiros resultados costumam surgir de forma gradual. O tempo varia conforme a intensidade das manchas, a resposta individual e a adesão ao tratamento.

Medicamentos orais são indicados para todos os pacientes?

Não. Medicamentos via oral possuem indicações específicas e somente devem ser utilizados após avaliação médica.

Conclusão

O tratamento do melasma evoluiu significativamente nos últimos anos. Hoje sabemos que o melhor controle das manchas geralmente não depende de um único procedimento, mas da associação entre diferentes estratégias terapêuticas.

Medicamentos tópicos, medicamentos orais quando indicados, tecnologias como os lasers, fotoproteção adequada e acompanhamento dermatológico formam um conjunto de cuidados que pode proporcionar um clareamento significativo das manchas e melhorar a qualidade da pele.

Se você convive com o melasma, saiba que existem diversas opções de tratamento disponíveis. O primeiro passo é realizar uma avaliação com um dermatologista para identificar as características da sua pele e elaborar um protocolo personalizado, seguro e baseado nas melhores evidências científicas.

Referências científicas

Passeron T, Picardo M. Melasma, a photoaging disorder. Pigment Cell & Melanoma Research. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31131961/

Ogbechie-Godec OA, Elbuluk N. Melasma: an Up-to-Date Comprehensive Review. Dermatology and Therapy. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29656311/

Kim EH, Kim YC, Lee ES, Kang HY. The vascular characteristics of melasma. Journal of Dermatological Science. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19646810/

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